agosto 2025
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em inglês
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1. Se Você tivesse somente 4
dedos em sua mão, Você ainda ia querer ou conseguir tocar fagote?
Pois isso aconteceu com o fagotista G.P.S. (nome fictício a fim de
preservar sua privacidade). Por um azar do destino a
aliança de seu dedo anular esquerdo ficou presa numa grade e o peso
do corpo fez com que ele tivesse que amputar este dedo.
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2. Não querendo desistir do
fagote, instrumento ao qual tinha especial predileção, G.P.S.
consultou HARY SCHWEIZER do ateliê do fagote sobre a possíbilidade de
uma solução...
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3. solução existiria:
a) se uma prótese
ortopédica em sua mão fosse possível, procedimento inviável no
momento,
ou
b) que seu dedo médio
conseguisse trabalhar em dobro, fazendo as vezes dos dedos médio e
anular simultaneaamente. Então assim foi feito...
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4. Com um mecanismo
de adaptação aplicado, a nota MI pode ser emitida sem alteração do
dedilhado tradicional.
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5. A nota RE também fica
relativamente fácil, com a diferença de que, ao invés de fechar o
furo com o dedo, ele será fechado acionando uma espátula/platô ali
aplicada.
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6. A nota DO exige um esforço
adicional do dedo médio, que então tem o trabalho de acionar simultaneamente as duas espátulas, a superior, que veda o furo do RE
e a inferior, que veda o furo do DO.
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7. a partir de agora G.P.S.
deverá recomeçar seus estudos de fagote, para refazer a memória
muscular, e sobretudo para se adaptar às muitas passagens da literatura do
fagote, que não mais serão facilmente realizáveis...
...mas a
escolha de uma literatura apropriada permite agora com que G.P.S. não precise
mais desistir de seu instrumento.
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DEPOIMENTO de G.P.S. em 30.07.2025 |
Fagotista há 11 anos, dediquei uma boa parte do meu tempo ao
estudo do fagote. No dia 01 de junho de 2025, sofri um acidente
grave na mão esquerda a ponto de ser necessária a amputação do
meu dedo anelar. Ainda no dia do acidente pensei: "Seria
possível voltar a tocar?" E a minha resposta naquele
momento foi negativa.
Ao contatar o professor e lutiê HARY SCHWEIZER, explicando a
situação em que eu me encontrava, foi pensando em uma possível
solução para a minha nova situação, pois eu gostaria de
continuar a tocar fagote. Sem pensar duas vezes, enviei o fagote
para Brasília onde seria feito uma adaptação.
No decorrer dos procedimentos, o professor Hary foi me deixando
ciente de todo o processo e que a adaptação feita poderia dar
certo. No dia 18 de julho de 2025, recebi uma foto e um áudio do
instrumento sendo tocado, já com a adaptação, e uma mensagem que
me alegrava o coração e que respondia àquela pergunta inicial:
"Sim, é possível voltar a tocar".
Recebi o meu instrumento de volta no dia 24 de julho de 2025,
agora adaptado para eu tocar. O primeiro contato com o novo
instrumento foi muito especial, consegui tocar algumas notas.
Será necessário um esforço para reaprender a tocar, pois com a
adaptação, o meu dedo médio tomou funções anteriormente
inexistentes.
Ao professor Hary Schweizer, meu agradecimento e admiração, pois
me proporcionou a chance de estudar fagote novamente.
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